O sucesso nas tarefas que fazem parte do desenvolvimento nervoso de uma criança, como por exemplo, reconhecer cores, deduzir ordens de grandeza, tem tudo a ver com aquilo que os pequeninos comem.
Um estudo publicado na Revista Paulista de Pediatria mostrou que meninos e meninas com anemia por falta de Ferro apresentam importantes prejuízos, com repercussões principalmente na aquisição das capacidades cognitivas e motoras, no desenvolvimento de linguagem, com influên¬cia no processo de aprendizagem. As manifestações da carência de ferro repercutem em vários sistemas orgânicos.
Vários trabalhos apontam uma relação entre deficiência de ferro e atraso no desenvolvimento cognitivo e psicomotor na primeira infância. Grande número de pesquisas realizadas na última década mostra a influência negativa da deficiência de ferro nas aquisições cognitivas de escolares e adolescentes. Crianças anêmicas maiores de dois anos de idade também evidenciam menores aquisições cogniti¬vas do que as não-anêmicas, porém com aparente melhora da resposta após o tratamento.
Uma das causas principais dessa falta de Ferro seria uma alimentação inadequada, incapaz de garantir o porte de nutrientes necessários, comprometendo o foco e a concentração, tornando mais difícil armazenar novas informações.
Quem está com os níveis baixos de hemoglobina no sangue fica atrás no aprendizado, pois a proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que é feita do mineral e que transporta o oxigênio. Na fase entre 2 e 6 anos a anemia pode provocar graves danos ao cérebro. O Ferro também participa na produção de enzimas que ajudam a manter as células cerebrais, os neurônios, sempre ativos. Sem contar que é importantíssimo para as defesas do corpo.
Para não faltar Ferro a criança deve receber uma alimentação variada, contendo fontes de proteína animal e vegetal (carnes, feijões, verduras verdes escuras). É importante salientar que o Ferro dos vegetais precisa de um empurrãozinho para ser absorvido, ou seja, alimentos fontes de vitamina C, como laranja, acerola, caju e etc.
Com tantas informações sobre o assunto concluímos que se investirmos mais na oferta de verduras, legumes, frutas e proteínas, o cérebro das crianças ficará mais apto a receber e armazenar as novas informações que a cada dia recebem e com certeza o território da linguagem terá mais condições de se desenvolver de forma plena e desenvolta.
Outros nutrientes bons para a cabeça funcionar:
* Acido fólico - brócolis, tomate e couve;
* Magnésio - leite e derivados
* Ômega 3 - peixes como salmão e atum, mas as crianças só devem comer pesados após completarem 1 ou 2 anos.
Fontes:
SANTOS, Juliana Nunes et.al. Anemia em crianças de uma creche pública e as repercussões sobre o desenvolvimento de linguagem. Revista Paulista de Pediatria: ano 1, volume 27, març. 2009.
DESGUALDO, Darlene. Ferro no prato, cabecinha a mil. Revista Saúde é Vital: n° 312, p.62 e 63, jun. 2009.